28/05/2018

Quando a paixão pelo negócio passa dos pais para o filho

Trabalhar com os pais pode não ser fácil, mas, para Sérgio Carneiro Filho, diretor da SR Embalagens, não existe lado negativo. O executivo costuma brincar que ele tem o melhor sistema de tesouraria que existe, pois, quando precisa se ausentar da empresa por qualquer motivo, a segunda assinatura para pagamentos é a de sua própria mãe, Dona Rosa. 

Em 1979, quando o polietileno ainda era relativamente novo e surgia como opção de embalagens para o segmento de carne bovina, o pai do executivo e até então delegado na cidade de Barretos, em São Paulo, viu nesse novo produto uma oportunidade de negócio, já que na cidade havia um grande frigorífico. Sergio e Rosa Carneiro montaram então a SR Embalagens, que, a princípio, produzia apenas filmes e sacos de polietileno para a indústria frigorífica. 

Com os pais envolvidos de corpo e alma nesse novo projeto, não era de se estranhar que o até então garoto Sérgio Carneiro também se apaixonasse pela nova empresa. Seu primeiro registro na carteira foi já aos 12 anos, como guarda mirim. Até ir para São Paulo, cursar a faculdade de administração de empresas, Sérgio esteve sempre por perto aprendendo os processos e conhecendo a empresa como poucos. Durante a faculdade, atuou na área de vendas. 

Depois da formatura e da pós-graduação, Sérgio se juntou aos pais na operação do negócio. Aos poucos, foi conquistando a confiança de todos e, principalmente, dos pais. Nessa época, com uma unidade e cerca de 50 funcionários, a empresa era bem menor se comparada a hoje. Atualmente, gera 600 empregos e está presente em Barretos, em Sumaré (SP) e em Três Rios (RJ). Além disso, a SR Embalagens ampliou a gama de produtos e segmentos, oferecendo soluções também para os setores de construção civil, higiene, entre outros.

Para os próximos anos, Sérgio acredita que o grande desafio é manter-se atualizado, já que a tecnologia vem evoluindo rapidamente e novas soluções surgem a cada dia. No Brasil, outro desafio que o executivo destaca é a formação de mão de obra qualificada -  desafio esse com o qual o PICPlast pode contribuir a partir dos novos módulos de desenvolvimento.

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