17/11/2017

Edição 13 - Outubro/2017

HISTÓRIAS TRANSFORMADORAS

Empreendedorismo na veia: Hugo Dias conta como o plástico transformou sua vida

Inquieto! É assim que o empresário de 34 anos Hugo Dias se define. À frente da Natuplast, empresa plástica de sopro e injeção localizada em Aparecida de Goiânia, o engenheiro deixou a carreira de sucesso em multinacionais para descobrir na indústria da transformação do plástico a sua verdadeira vocação. "O plástico transformou a minha vida e a dos meus familiares, além de permitir que eu possa dar oportunidade a várias outras pessoas", afirma Dias.

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COMPETITIVIDADE E INOVAÇÃO

Sucesso no futuro passa por inovação e por mudança de cultura nas empresas

 

"A inovação é um processo que traz profundas mudanças na cultura de uma empresa e precisa ser exercitada e estimulada continuamente, até que se torne uma rotina de trabalho, um modus operandi", diz o consultor Antônio Xavier. Esse pode ser considerado o principal ensinamento dos nove módulos do Curso de Inovação, desenvolvido pelo PICPlast em parceria com a consultoria Elabora.

Ter profissionais capacitados que consigam provocar o engajamento de outros colaboradores é o objetivo dos participantes do curso. Para isso, a equipe responsável pelas inovações na Nova A3 vai ganhar um espaço próprio para trabalhar: "Está dentro de nossos planos. Essa é a primeira semente plantada para colher frutos em breve", afirma o gerente comercial Sérgio Grossi.

Já no caso da Profil, a sala de treinamentos se transformou no QG da equipe de inovação, que se reúne mensalmente para discutir novas ideias e realinhar processos internos: "O comportamento já mudou drasticamente por aqui. Temos três novas parcerias em andamento, incluindo uma que acabamos de fechar", afirma o supervisor de qualidade Fabrizio Molon.

Antonio Xavier considera que funcionários dispostos a "pensar fora da caixa" são essenciais para empresas que pretendam responder às tendências comportamentais e tecnológicas do mercado. Para colocar em prática algumas dessas ideias, os transformadores passaram pela experiência de desvendar mistérios nas salas de convivência do Escape 60' ao final do último módulo, fechando as atividades com chave de ouro.

Confira abaixo depoimentos de outros executivos que participaram da segunda turma do curso de inovação.

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Fundação Dom Cabral encerra ciclo ensinando Gestão Financeira de forma simples

 

Taxa de custo de capital próprio, fluxo de caixa, custo médio ponderado de capital, receita operacional bruta, análise de investimento: esses termos são apenas uma pequena parte de um verdadeiro emaranhado de informações que são essenciais ao crescimento sustentável de qualquer empresa e que podem parecer um bicho de sete cabeças. Mas, para os participantes do Programa de Desenvolvimento em Gestão (PDG) do PICPlast, aplicado pela Fundação Dom Cabral, não há mais segredos ou falta de compreensão do que significam e de como se apropriar desses termos. A tarefa agora é transformar todos esses conceitos em um planejamento sólido e equilibrado.

O terceiro módulo fecha um ciclo de estudos e apresentações voltados ao gerenciamento sustentável das empresas transformadoras do plástico. O grupo já passou pelas etapas relacionadas à visão estratégica de negócio e à gestão de pessoas.

Para o professor associado da FDC na área de Análise e Planejamento Estratégico, Geraldo Figueiredo, não existe segredo e, sim, uma "integração dos conhecimentos adquiridos durante os três módulos do curso". O consultor acredita que o mais importante para a cadeia do plástico é aproveitar ao máximo o potencial produtivo da matéria-prima, dando "sustentação técnica e operacional" aos projetos e ao planejamento financeiro.

A oportunidade de reciclar conceitos e práticas do mercado é fundamental para o desenvolvimento de novos planos de ação dos transformadores. O responsável pela área de controladoria da Promaflex, Marcos Fernandes Prestes, por exemplo, acredita que os conhecimentos adquiridos serão de grande ajuda para o amadurecimento dos negócios já em 2018:

No caso da Mack Ross, o objetivo é manter o equilíbrio financeiro para poder evoluir de modo mais sustentável. A gerente comercial Marjorie Troll afirma que o objetivo é retomar o crescimento, mas com os pés no chão:

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VANTAGENS DO PLÁSTICO

Pesquisas sobre ciclo de vida do plástico auxiliam produção mais sustentável

Mais do que um documento informativo, uma verdadeira ferramenta de conscientização: essa é a vocação das Avaliações do Ciclo de Vida, conhecidas como ACVs, uma iniciativa do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) que visa fomentar o conhecimento em torno do plástico, por meio da análise de impacto de cada fase da produção. "O conhecimento sobre o ciclo de vida nos ajuda a combater folclores ambientais com base em argumentos científicos", explica Yuki Hamilton Onda Kabe, especialista em desenvolvimento sustentável na Braskem.

Além de evidenciar as vantagens do plástico, a ACV também pode indicar melhorias em determinados processos produtivos. "É um recurso que nos ajuda a defender a matéria-prima, uma vez que nos oferece uma avaliação ampla e um entendimento sistêmico que evita a transferência de impacto", diz Kabe. Por meio desse estudo, também é possível identificar melhorias que podem ser aplicadas a fim de enriquecer ainda mais o material.

Atualmente, é possível produzir dois formatos de ACVs. O primeiro deles oferece um estudo completo. Já o segundo modelo é um estudo aproximado, recomendado para uso interno. O PICPlast prevê a publicação de um banco de dados com os ciclos de vida de diversos produtos, nos próximos meses. Já foram realizadas mais de cinquenta pesquisas até o momento, consumindo um investimento de R$ 2,5 milhões.

Empresários da indústria transformadora do plástico puderam entender mais sobre o uso das ACVs durante um workshop oferecido pelo PICPlast no último dia 10 de outubro. Para Kabe, esse processo de desmitificação em torno do material deve começar dentro da cadeia. "Se nós não acreditarmos nos produtos com os quais trabalhamos, não iremos conseguir convencer o restante da sociedade. O trabalho de conscientização é essencial para esse processo de transformação, que é mudar a imagem do plástico". De acordo com o especialista, o encontro também foi importante para conhecer as dúvidas e os anseios dos players do setor.

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Estudo comprova vantagens do polipropileno em embalagens para tintas

O Brasil está entre os cinco maiores e mais importantes produtores de tintas no mundo, chegando a 1,5 bilhão de litros, segundo dados de 2016 da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI). Isso acontece não só pela enorme demanda do mercado interno, mas também pela alta tecnologia disponível e pela qualidade técnica mundialmente reconhecida pelas maiores indústrias globais do setor.

Confira o vídeo sobre a avaliação do ciclo de vida dos baldes de plástico

Atualmente, há no mercado embalagens alternativas em polipropileno (PP), mais leves e mais resistentes à corrosão. O uso de baldes de PP também provoca efeitos positivos relativos à logística e ao transporte, com a redução de emissão de CO2 na atmosfera a partir da maior quantidade de embalagens transportadas de uma vez causando danos em menor escala à temperatura global.

No Brasil, a embalagem mais utilizada para o armazenamento e transporte ainda é produzida a partir do metal de folha de flandres (FF), o que provoca maior impacto em termos de toxicidade e eutrofização, apesar de utilizar menos água e solo em seu ciclo de vida.

Confira abaixo as principais vantagens do polipropileno a partir de dados compilados pelo estudo de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV):

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