28/09/2018

Conselho Regional de Química da 5ª Região - Iniciativa quer fortalecer a indústria e imagem do material junto à sociedade

 

Imagens: Divulgação

PlastCoLab: instalação onde visitantes podem conhecer as várias aplicações 
dos materiais plásticos

 

Lançado há cinco anos, o Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa conjunta da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e da petroquímica Braskem que busca, por um lado, fortalecer a cadeia produtiva do setor e, por outro, mostrar que os impactos ambientais que ele provoca podem ser mitigados e, em vários casos, são menores do que se propala. Com investimento até o momento de R$ 10 milhões, o Movimento Plástico Transforma é um dos pilares desse programa e se destina a promover ações que reforçam as vantagens do plástico como um material sustentável e essencial no dia a dia das pessoas.

PlastCoLab está entre as principais ações do "Plástico Transforma". Trata-se de uma estrutura itinerante que convida o público a conhecer as diversas aplicações dos materiais plásticos. Ele é inspirado no movimento maker, extensão tecnológica do "faça-você-mesmo", que tem como base a ideia de que as pessoas comuns podem construir, consertar, modificar e fabricar diversos tipos de projetos e objetos, no caso, usando o plástico como matéria-prima.

A primeira edição do PlastCoLab aconteceu em São Paulo, em dezembro de 2017. O espaço, no formato de um cubo mágico com nove metros de altura, atraiu mais de 7.500 visitantes à Avenida Paulista. As atividades foram divididas nos três andares da estrutura: no primeiro, intitulado "Expo", ocorreram exposições interativas, com ênfase em robótica e objetos produzidos por meio de impressão 3D; no segundo ("Shop"), foram feitas oficinas com temáticas tratando desde a fabricação de brinquedos a drones; e no terceiro ("Share"), especialistas apresentaram palestras sobre as vantagens e facilidades proporcionadas pelo plástico.

 

 

Público é estimulado a produzir seus próprios dispositivos usando o plástico como matéria-prima

"Com o PlastCoLab, podemos mostrar o plástico e seu potencial de transformação. Tivemos um retorno excelente não só em números, mas também na interação com os visitantes e participantes de oficinas", salientou Fabio Santos, diretor de Marketing da Braskem. A segunda edição ocorreu em junho deste ano em Porto Alegre. Os locais para as próximas montagens estão em avaliação, incluindo um possível retorno a São Paulo.

Outra vertente do "Plástico Transforma" foca o público infantil. Com previsão de lançamento da versão final em outubro deste ano, o game para dispositivos móveis  Eckoblocks  foi desenvolvido para crianças de 6 a 11 anos de idade. Com base em um conceito lúdico, o objetivo é conscientizar os futuros cidadãos sobre a importância da reciclagem.

Inspirado no jogo "Minecraft", o Eckoblocks - que já tem uma versão Demo - coloca como meta promover o desenvolvimento de uma cidade de forma sustentável por meio da administração de recursos. O jogador deverá incentivar o crescimento da indústria e a geração de energia, controlar as reservas de água e alimentos, mas ao mesmo tempo manter baixos os níveis de lixo e poluição.

 

Tela do game Eckoblocks: desenvolvido para crianças entre 6 e 11 anos de idade, aplicativo para dispositivos móveis terá versão final lançada em outubro

 

Projeto gerou excelente retorno, avaliou Santos
 

 

ACV - Demostrar cientificamente para o público que o plástico pode ser mais vantajoso que outras matérias-primas e ainda causar menos danos ao meio ambiente é outro objetivo. Para tanto, a ferramenta empregada pelos técnicos do programa é a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que determina os potenciais impactos ambientais de determinado produto, considerando sua fabricação, logística, utilização e destinação final.
 

 

ACV mostra vantagens ambientais sobre madeira (clique na imagem para ampliá-la
 

Os estudos de ACV já feitos comparam os impactos causados por um balde de polipropileno para tintas com o seu similar metálico, feito de folha de flandres; pallets de polietileno versus a versão de madeira; e copos descartáveis de polipropileno contra os de papel. Os pallets plásticos, por exemplo, podem ser reutilizados até 24 vezes, enquanto que os de madeira suportam apenas três reúsos.
 

 

Essa diferença proporciona uma redução de até 70% no impacto ambiental gerado. Já em relação aos copos, muito usados em redes de restaurante "fast-food", os de polipropileno são mais leves, demandam menor quantidade de água em seu processo de fabricação e são totalmente recicláveis.

Também chamam a atenção os resultados da ACV sobre embalagens para alimentos, para a qual foi produzida o vídeo abaixo, originalmente postado na página  https://is.gd/video_picplast .  Baseada, também,em estudos produzidos pela Plastics Europe - associação dos fabricantes europeus de plásticos - a análise estima que o uso de embalagens plásticas pode reduzir as perdas de alimentos em até 30%.

 



De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês), um terço dos alimentos produzidos no mundo (1 bilhão e 300 mil toneladas) é perdido anualmente, desde o campo, de onde a comida não é escoada e apodrece, até nas residências, quando o prazo de validade dos alimentos vence. E é aí, segundo o estudo, que entra a importância das embalagens plásticas, pois ao protegerem os alimentos elas preservam também todos os recursos naturais e esforços humanos investidos na sua produção.

RECICLAGEM - O PICPlast divulga anualmente, em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), um mapeamento de recicladores de plástico. O site  www.reciclagemdeplastico.org.br  localiza os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), incluindo os tipos de resíduos que recebem (como mostrado no mapa acima) e de reciclagem existentes no País, informações que também podem ser obtidas pelo aplicativo para celulares chamado Reciclagem de Plásticos.

 

Copo de PP gera menos impacto que o de papel (clique na imagem para ampliá-la)


Site apresenta mapa indicando ao público locais em todo o País que recebem resíduos para reciclagem

 



 

Exportações e competitividade recebem R$ 187 milhões

 

 

Teixeira, da Abiplast: mais de 70% avaliaram positivamente o PICPlast

Além dos R$ 10 milhões investidos em ações de promoção junto ao grande público, o Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico(PICPlast) já empregou R$ 170 milhões no incentivo à exportação e R$ 17 milhões em iniciativas voltadas para aumento da competitividade do setor, informa Fabio Santos, diretor de marketing da área de polímeros da Braskem.

Entre os principais resultados obtidos, Paulo Henrique Rangel Teixeira, diretor superintendente da Abiplast, destaca a participação de mais de mil profissionais do setor nos cerca de 30 programas de treinamento realizados.

"Uma pesquisa feita em 2017 apontou que mais de 70% dos participantes acreditam que a experiência com o PICPlast contribuiu positivamente para a competitividade nas empresas, sendo a ampliação de conhecimento e de qualificação dos profissionais os principais ganhos", explica Teixeira.

No total, cerca de 100 empresas já participaram de seminários e feiras, ações de negócio voltadas para relacionamento, troca de experiências, discussão sobre tendências, entre outras iniciativas. Um exemplo apontado por Teixeira ocorre anualmente na feira Agrishow, promovida em Ribeirão Preto. Desde 2014, mais de 40 empresas já utilizaram um espaço próprio do PICPlast no evento visando apresentar soluções para o agronegócio.

Fabio Santos, da Braskem, ressalta que, atualmente, o PICPlast tem buscado ampliar o alcance das ações, de forma que o maior número possível de transformadores de plástico conheça as iniciativas e participe delas.

"Por isso, investimos sempre na atualização e renovação dos canais de comunicação, como site, newsletter, blog, eventos e conteúdo para redes sociais", explica. Mais informações sobre o plano de incentivo podem ser obtidas no site 
www.picplast.com.br .