Live da Revista Plástico Sul destaca os resultados de pesquisa sobre a reciclagem de plásticos pós-consumo

24/07/2020

Na quinta-feira, 16 de julho, a Revista Plástico Sul realizou uma live que contou com a participação de Mauricio Jaroski, diretor de química sustentável e reciclagem da MaxiQuim, empresa responsável pelo estudo encomendado pelo PICPlast (Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico), iniciativa da ABIPLAST e Braskem, sobre a evolução da reciclagem mecânica de plásticos no Brasil.

Segundo Maurício, o estudo foi realizado em 2018 com 144 indústrias, 20% do universo nacional de recicladores em operação no Brasil, a maioria concentrada nas regiões sul e sudeste. "O faturamento da indústria no período foi de R$ 2,4 bilhões considerando os diferentes perfis das empresas como as que fazem apenas a moagem do produto, e aquelas que transformam a sucata em produto final", explica.

O volume total reciclado foi de 757 mil toneladas sendo 43% PET, 17%  polietileno de baixa densidade e linear (PEBD e PEBDL) e 15% polipropileno (PP). "O PET acaba sendo o campeão de reciclagem por uma série de razões, por exemplo, por ser mais facilmente coletado e triado.  Há alguns anos era comum encontrar muita informalidade na indústria de reciclagem e a dependência dos sucateiros era muito maior. Hoje isso ainda acontece, mas já há uma profissionalização considerável", afirma.

A pesquisa mostrou que há comércio interestadual de resíduos plásticos no Brasil, uma vez que, em média, 33% do resíduo que o reciclador compra vem de fora do seu estado. Além disso, de tudo que foi reciclado no Brasil, 54% é pós-consumo doméstico, 17% é não doméstico e 28% é pós-industrial. "A gente sabe que tem uma parcela de reciclagem industrial que ainda é relevante no Brasil, mas os resíduos que a população descarta dominam esse mercado", afirma Maurício.

Acompanhe a live gravada, acessando este link: https://www.youtube.com/watch?v=o2_SJTHZxX8&t=143s