Em entrevista à rádio Jovem Pan, Simone Carvalho, uma das coordenadoras do Movimento Plástico Transforma, ressalta a participação dos descartáveis no controle da contaminação da doença

23/06/2020

Mais do que nunca a reciclagem se apresenta como um serviço essencial durante esta fase de pandemia. Durante entrevista para a rádio Jovem Pan, a assessora técnica da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e coordenadora do Movimento Plástico Transforma, Simone Carvalho, lembra que graças a propriedade descartável do plástico é possível alcançar um maior controle da contaminação da doença, com o uso de itens que vão desde uniformes plásticos para médicos até copos e talheres. O que falta é uma maior conscientização e educação da população quanto à forma de fazer o descarte correto.

"Quando é possível que os itens sejam reciclados como copos e canudos eles podem retornar ao ciclo produtivo. Os copos descartáveis vieram no início do século passado justamente para evitar a contaminação das pessoas. A questão é a educação ambiental das pessoas, precisamos aumentar a conscientização das pessoas para que os produtos plásticos descartados estejam onde devam estar", explica.

Simone lembra também que alguns cuidados precisam ser observados durante o período de pandemia, por exemplo, deixar os resíduos recicláveis dentro de sacos para lixo na residência por pelo menos 72 horas. Estudos revelam que o vírus permanece por este período sob as superfícies e essa simples ação pode evitar a contaminação de catadores que vão manusear esses produtos.

"Nós como cidadãos devemos ter o cuidado de separar nossos resíduos, com ou sem pandemia. Ainda temos um número muito baixo de coleta seletiva no país, mas grande parte do que é recolhido seletivamente retorna para a indústria de transformação. Esse tipo de coleta é muito importante, mas se a sociedade não auxiliar ela deixa de ser eficiente", explica.

Acompanhe a matéria acessando este link -  https://www.youtube.com/watch?v=aeIep2ZxTO8&feature=youtu.be